PERSONAGENS:
Õ CORCUNDA
Õ BOBOS
Õ GIGANTE
Õ PUXADOR DO CARRO
Õ MONGE
Õ ANÃO
Õ LOUCURA
ADEREÇOS/FALAS:
CORCUNDA: FUNIL DE FERRO/LATA; PROVÉRBIOS MEDIEVAIS
BOBOS: BOBO 1: MALABARISTA: LARANJAS E MAÇÃS
BOBO 2: ARAUTO: TAMBOR
GIGANTE: ANDAS
PUXADOR DO CARRO: BARRIGA EXAGERADA: FIO DE SISAL COM CENOURA PENDURADA E CANA
MONGE: ALAÚDE;
PUXAR ANIAML COM CORDEL
MÚSICA DE BÊBADO
CABAÇA
ANÃO
LOUCURA: COROA DE CEBOLAS E ALHOS
CEPTRO
MANTO REAL
CARRUAGEM: TRAMELA, MASTRO COM VELA
FALA A LOUCURA:
(Dirigindo-se às pessoas) O meu nome já o sabeis, homens…que mais vos posso chamar, senão loucos?! A deusa da Loucura não encontra nome mais justo para qualificar os seus fiéis e todos vós sois meus fiéis.(Apontando com o ceptro para a multidão)
Juntai-vos ao meu banquete! Comei na minha mesa, tripas com mel há para quem o quiser! Bebei da vossa rainha o elixir da felicidade, a única e verdadeira poção, a poção da alienação!
Compadeço-me dos sábios! Escarno dos monarcas! Bispos e papas?! Tenho-os como melhores seguidores. Da morte? Rio-me dela…sobre todos reino: filósofos, oradores, nobres, comerciantes e pedagogos de todas as nações. Tivesse eu 100 línguas, 100 bocas e 1 voz de ferro, nem mesmo assim conseguiria enumerar todas as espécies de loucos, os meus infindáveis nomes e seus seguidores.
Sigam-me no meu cortejo triunfal, acompanhai o meu séquito de perto, subi em minha nave se vos aprouver. Em frente loucos, em frente amigos, vamos espalhar o manto da Loucura, o manto da demência.
ARAUTO
Afastai-vos! Saí da frente! Deixai passar! Prostrai-vos perante Sua Majestade, a única e verdadeira soberana desta feira, da outra e daquela que há-de vir!
Ajoelhai! Já ouço os sinos, tinam as trompetas rufem os tambores! Chegou a vossa soberana, rainha daqui e dalém mar, da 5ª essência e do Sião, de todo o lado e de lado nenhum.
Abri alas, zombem e temei o “cortejo dos loucos”! Mas, não esqueceis o 1.º mandamento: “O louco, ri-se do Louco”
PROVÉRBIOS:
Bem canta Marta depois de farta.
Quem nasce torto, tarde se endireita.
Quem serve o comum não serve nenhum.
Morra Marta. Morra farta.
Triste casa onde a galinha canta e o galo cala.
Casareis amansareis.
Mulher rogada e casta? Raramente se acha.
Melhor é o desejo que o fastio.
No riso é o doido conhecido.
Quanto mais parvo, mais válido.
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