I Jornadas NeoMedievais

Feira Medieval 2008

sexta-feira, 21 de maio de 2010

“O CARRO DOS LOUCOS”

PERSONAGENS:

Õ CORCUNDA

Õ BOBOS

Õ GIGANTE

Õ PUXADOR DO CARRO

Õ MONGE

Õ ANÃO

Õ LOUCURA

ADEREÇOS/FALAS:

CORCUNDA: FUNIL DE FERRO/LATA; PROVÉRBIOS MEDIEVAIS

BOBOS: BOBO 1: MALABARISTA: LARANJAS E MAÇÃS

BOBO 2: ARAUTO: TAMBOR

GIGANTE: ANDAS

PUXADOR DO CARRO: BARRIGA EXAGERADA: FIO DE SISAL COM CENOURA PENDURADA E CANA

MONGE: ALAÚDE;

PUXAR ANIAML COM CORDEL

MÚSICA DE BÊBADO

CABAÇA

ANÃO

LOUCURA: COROA DE CEBOLAS E ALHOS

CEPTRO

MANTO REAL

CARRUAGEM: TRAMELA, MASTRO COM VELA

FALA A LOUCURA:

(Dirigindo-se às pessoas) O meu nome já o sabeis, homens…que mais vos posso chamar, senão loucos?! A deusa da Loucura não encontra nome mais justo para qualificar os seus fiéis e todos vós sois meus fiéis.(Apontando com o ceptro para a multidão)

Juntai-vos ao meu banquete! Comei na minha mesa, tripas com mel há para quem o quiser! Bebei da vossa rainha o elixir da felicidade, a única e verdadeira poção, a poção da alienação!

Compadeço-me dos sábios! Escarno dos monarcas! Bispos e papas?! Tenho-os como melhores seguidores. Da morte? Rio-me dela…sobre todos reino: filósofos, oradores, nobres, comerciantes e pedagogos de todas as nações. Tivesse eu 100 línguas, 100 bocas e 1 voz de ferro, nem mesmo assim conseguiria enumerar todas as espécies de loucos, os meus infindáveis nomes e seus seguidores.

Sigam-me no meu cortejo triunfal, acompanhai o meu séquito de perto, subi em minha nave se vos aprouver. Em frente loucos, em frente amigos, vamos espalhar o manto da Loucura, o manto da demência.

ARAUTO

Afastai-vos! Saí da frente! Deixai passar! Prostrai-vos perante Sua Majestade, a única e verdadeira soberana desta feira, da outra e daquela que há-de vir!

Ajoelhai! Já ouço os sinos, tinam as trompetas rufem os tambores! Chegou a vossa soberana, rainha daqui e dalém mar, da 5ª essência e do Sião, de todo o lado e de lado nenhum.

Abri alas, zombem e temei o “cortejo dos loucos”! Mas, não esqueceis o 1.º mandamento: “O louco, ri-se do Louco”

PROVÉRBIOS:

Bem canta Marta depois de farta.

Quem nasce torto, tarde se endireita.

Quem serve o comum não serve nenhum.

Morra Marta. Morra farta.

Triste casa onde a galinha canta e o galo cala.

Casareis amansareis.

Mulher rogada e casta? Raramente se acha.

Melhor é o desejo que o fastio.

No riso é o doido conhecido.

Quanto mais parvo, mais válido.

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