I Jornadas NeoMedievais

Feira Medieval 2008

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Reencontrar na nossa História as bases do futuro! É este o desafio que o Colégio de Quiaios lança às gentes da Figueira da Foz. Reencontrar nas nossas origens o orgulho, a ambição, o brio e a coragem, que caracterizaram o nascimento do nosso povo! Contra tudo e todos, excedendo todas as expectativas, nascemos, vingámos e fizemo-nos nação! Enorme em ambição, mais do que permitiam os ventos da fortuna, vencemos!
Estes valores, em tempo de crise, agora perdidos e desnorteados, têm de ser revalorizados e revividos, pois fazem parte do nosso código genético! Não aceitamos desculpas, não procuramos culpados no passado, como é fácil fazer pelos profetas da tragédia que pululam, actualmente, em qualquer vão de escada!
Gritamos pela voz da nossa História: Portugueses alavantai-vos!
Assim, alunos nossos, jovens de século XXI, não se limitam a justificar crises, perdidos tempo e tempo perdendo, queremos mais, demandar, superar, avançar e desbaratar os mares aziagos que marcam o presente! Mostrar através deste projecto, 1ª Jornadas Neomedievais do Colégio de Quiaios, as verdadeiras raízes, o âmago de Portugal!
Ousamos gritar, mais uma vez, roucos de vontade, pela voz da nossa História: Portugueses alavantai-vos!
No dia 5, de Junes, do ano da graça de 2010, nos jardins do magnífico Palácio Sotto-Mayor, queremos também fazer História! Através da realização das 1ª jornadas NeoMedievais, queremos mostrar a raça, a bravura e a vontade dos nossos antepassados pelas mãos dos nossos professores, alunos, encarregados de educação, juntas de freguesias, gentes, enfim, amigos! Desta forma, convidamos todas as gentes de bem a virem em nossa feira e a fazerem parte deste desígnio, desta festa!
Cheiros, saberes e sabores da Idade Média serão trazidos pelos ventos de Éolo até nós. Desfilarão cavaleiros y outros senhores das terras da Foz. Não faltará el-rey e seu séquito real, nem tampouco os jograis, menestréis, bobos, beberagens à fartura, comeres de viandas abundantes e, em terra de gentes do mar, pescadores cum seus pescares, gentes do Islão e seus velhos costumes, judeus sefarditas mercando riquezas várias, diferentes e vivos dançares, músicas de todolo reino de Portugal e dos Algarves…
Uma lição de História ao vivo ... mas muito mais do que isso, uma lição de “portugalidade”, de confiança no futuro do nosso país, de audácia de uma escola que um dia disse: Presente! E que nunca renunciará às dificuldades do presente, nem faltará à chamada!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

“O CARRO DOS LOUCOS”

PERSONAGENS:

Õ CORCUNDA

Õ BOBOS

Õ GIGANTE

Õ PUXADOR DO CARRO

Õ MONGE

Õ ANÃO

Õ LOUCURA

ADEREÇOS/FALAS:

CORCUNDA: FUNIL DE FERRO/LATA; PROVÉRBIOS MEDIEVAIS

BOBOS: BOBO 1: MALABARISTA: LARANJAS E MAÇÃS

BOBO 2: ARAUTO: TAMBOR

GIGANTE: ANDAS

PUXADOR DO CARRO: BARRIGA EXAGERADA: FIO DE SISAL COM CENOURA PENDURADA E CANA

MONGE: ALAÚDE;

PUXAR ANIAML COM CORDEL

MÚSICA DE BÊBADO

CABAÇA

ANÃO

LOUCURA: COROA DE CEBOLAS E ALHOS

CEPTRO

MANTO REAL

CARRUAGEM: TRAMELA, MASTRO COM VELA

FALA A LOUCURA:

(Dirigindo-se às pessoas) O meu nome já o sabeis, homens…que mais vos posso chamar, senão loucos?! A deusa da Loucura não encontra nome mais justo para qualificar os seus fiéis e todos vós sois meus fiéis.(Apontando com o ceptro para a multidão)

Juntai-vos ao meu banquete! Comei na minha mesa, tripas com mel há para quem o quiser! Bebei da vossa rainha o elixir da felicidade, a única e verdadeira poção, a poção da alienação!

Compadeço-me dos sábios! Escarno dos monarcas! Bispos e papas?! Tenho-os como melhores seguidores. Da morte? Rio-me dela…sobre todos reino: filósofos, oradores, nobres, comerciantes e pedagogos de todas as nações. Tivesse eu 100 línguas, 100 bocas e 1 voz de ferro, nem mesmo assim conseguiria enumerar todas as espécies de loucos, os meus infindáveis nomes e seus seguidores.

Sigam-me no meu cortejo triunfal, acompanhai o meu séquito de perto, subi em minha nave se vos aprouver. Em frente loucos, em frente amigos, vamos espalhar o manto da Loucura, o manto da demência.

ARAUTO

Afastai-vos! Saí da frente! Deixai passar! Prostrai-vos perante Sua Majestade, a única e verdadeira soberana desta feira, da outra e daquela que há-de vir!

Ajoelhai! Já ouço os sinos, tinam as trompetas rufem os tambores! Chegou a vossa soberana, rainha daqui e dalém mar, da 5ª essência e do Sião, de todo o lado e de lado nenhum.

Abri alas, zombem e temei o “cortejo dos loucos”! Mas, não esqueceis o 1.º mandamento: “O louco, ri-se do Louco”

PROVÉRBIOS:

Bem canta Marta depois de farta.

Quem nasce torto, tarde se endireita.

Quem serve o comum não serve nenhum.

Morra Marta. Morra farta.

Triste casa onde a galinha canta e o galo cala.

Casareis amansareis.

Mulher rogada e casta? Raramente se acha.

Melhor é o desejo que o fastio.

No riso é o doido conhecido.

Quanto mais parvo, mais válido.